26 de jun. de 2011

Os Direitos do Deficiente Fisico. "Concurso Público"


Atualmente contamos com mais de 25 milhões de deficientes físicos no país e como se não bastasse para estas pessoas terem que conviver com suas limitações e com a discriminação social, os portadores de deficiência física enfrentam vários outros problemas que vão desde a adequação social para suas necessidades até o acesso a informação quando o assunto são os direitos amparados pela Lei.

As Leis que protegem os direitos de pessoas portadoras de alguma deficiência, seja ela  física ou mental, não são muito divulgadas e estas Leis protegem desde o direito a ter transporte coletivo adaptado, até a reserva de vagas em concursos públicos, sem esquecer de direitos como: prioridade no atendimento público e  de benefícios tributários.
Quando o assunto é “concurso público” o desrespeito é escorado pela falta de informação, não só do próprio deficiente físico, como também, em muitas vezes, do Poder Público.

A Constituição Federal  consagra tratamento diferenciado a esse segmento da sociedade e o Decreto Federal: 3298/99 complementa a inclusão social ao disciplinar a reserva de cargos e empregos públicos para os portadores de deficiência física.

Mas de quanto é e como é feita essa reserva de vagas?
O próprio Decreto Federal disciplina o porcentual de no mínimo 5% (cinco por centos) e também a forma como esse cálculo deve ser feito e aplicado no caso concreto.
Com essa reserva legal de vagas, tem muita gente querendo se valer da Lei, achando que alguns “defeitos físicos” (por exemplo: pé chato) receberão o respaldo legal.



O Art. 93 diz : empresa com 100 ou mais funcionários está obrigada a preencher de dois a cinco por cento dos seus cargos com beneficiários reabilitados, ou pessoas portadoras de deficiência, na seguinte proporção:
- até 200 funcionários.................. 2%
- de 201 a 500 funcionários........... 3%
- de 501 a 1000 funcionários......... 4%
- de 1001 em diante funcionários... 5%

Não é qualquer defeito genético que a Lei ampara, o Decreto Federal disciplina o que é Deficiência física e mental e como se enquadra.
Portanto, antes de querer fazer valer os direitos é importante saber o que a Lei julga ser deficiência, seja ela física, mental, permanente ou temporária. 

11 de jun. de 2011

Cadeiras de Rodas Motorizadas , Triciclos e Scooter


A Ortopedia SCD vende cadeiras de rodas motorizadas, triciclos, scooter elétricos entre outros. a Freedom é uma das principais fabricantes para nossa empresa.






A cadeira de rodas motorizada Freedom Stand up permite ao usuário com estatura acima de 1,50m ficar na posição ortostática (em pé), facilitando a acessibilidade nas atividades cotidianas, também qualificando as funções circulatórias, digestivas, respiratórias e prevenção da osteoporose por proporcionar descarga de peso nos membros inferiores. Possui em seu projeto biomecânico dimensões estruturais de assento, encosto e apoios de pés que garantem a estabilidade, ergonomia, conforto e principalmente segurança ao usuário.


O scooter elétrico Freedom Miragem RX é indicado para uso em áreas externas e internas. Possui em seu projeto design moderno e robusto com banco anatômico, giratório, elevável e encosto rebatível. É o produto ideal para passear, trabalhar e fazer compras com conforto, segurança, praticidade e grande estabilidade.
Características:
Comando acionado por alavancas que permite com facilidade a aceleração, desaceleração e reversão de sentidos. Assento e encosto anatômico com espuma moldada revestidos em couro ecológico na cor grafite, carenagens em ABS, com pintura automotiva nas cores, vermelho metálico e prata metálico
Indicações:
O scooter elétrico Freedom Mirage RX tem indicação a usuário com comprometimento da sua mobilidade ou do desempenho funcional, porém, com capacidade da habilidade motora (membros superiores- mãos) para acionar as alavancas que estão localizados no guidom, tanto com a mão direita como com a esquerda, bem como nível de compreensão para conduzir com eficiência e segurança o equipamento, nos portadores de patologias progressivas (esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica) ou não progressivas (acidente vascular encefálico-derrame-, lesão medular, paraplegia, má-formação congênitas), que necessitam de um veiculo como equipamento principal para sua mobilidade.

O deslocamento com o scooter é realizado pelo próprio usuário, independente do seu comprometimento motor, com pequeno gasto energético e de forma independente, facilitando seu acesso ao convívio social, atividades culturais e lazer.



















Vendas de cadeiras de rodas motorizadas e simples, cama hospitalares, colchões de água e de ar, andadores, muletas axilar e canadense, confeccionando tudo em órteses e próteses para membros inferiores e superiores. tudo dividido nos principais cartões de crédito.

Rua Lino Gomes da Silva 218, São José - Campina Grande PB
Fone/Fax: (83) 3322-2099, (83) 9971-0585
Ortesísta responsável:  Alberto Marques Ferreira

4 de jun. de 2011

COMO SE PREPARAR PARA UMA BOA PROTETIZAÇÃO



AMPUTAÇÃO DO MEMBRO INFERIOR

Tão importante quanto uma boa prótese, é uma boa cirurgia com corretas inserções musculares e nervosas e bom coxim terminal. Conheça os níveis de amputações dos membros inferiores.
imagem : fisioweb








ENFAIXAMENTO DO COUTO PARA REDUÇÃO

Caros amigos, o uso da faixa elástica é indispensável, quando o paciente é acometido a amputação o coto permanece como volume bastante acentuado devido ao acúmulo de líquidos nesta região, esta condição é chamado edema e para que a prótese se adapte ao coto é preciso fazer a redução deste edema, por isso, torna-se indispensável o uso da faixa elástica associada aos procedimentos fisioterápicos necessários.

EM AMPUTAÇÃO TRANSTIBIAL



É importante ter atenção à pressão, não pressionar demais o coto pois pode dificultar a circulação, deve ser maior na ponta (parte distal), e diminuindo à medida que for subindo.



EM AMPUTAÇÃO TRANSFEMURAL











Geralmente a faixa elástica vem em tamanho insuficiente para o enfaixamento de coxa, por isso, é preciso aumentar o comprimento costurando uma ponta a outra, utilize quantas forem necessário para a completa acomodação das partes moles.



POSIÇÕES CORRETAS QUE O AMPUTADO DEVE ADOTAR

AMPUTADOS DE COXA:
- SENTAR-SE SEMPRE COM O COTO EM POSIÇÃO ANATÔMICA;
PREFERIVELMENTE DEITAR-SE SEMPRE DE BRUÇOS;
- EVITAR QUE O COTO PERMANEÇA FLETIDO ( PARA FRENTE), ABDUZIDO (PARA FORA), ADUZIDO ( PARA DENTRO).
- QUANDO ESTIVER EM PÉ MANTÊ-LO O MAIS RETO POSSÍVEL.
AMPUTADOS DE PERNA:
- MANTER O JOELHO ESTENDIDO ( COTO ALINHADO COM A COXA);
- QUANDO FICAR SENTADO POR ALGUMAS HORAS, PÔR UMA CADEIRA OU UM BANCO À SUA FRENTE, PARA APOIAR O COTO.


 A DOR FANTASMA

Ehde (2000) afirma que a dor fantasma é definida com sensação de dor percebida pela falta de uma parte do membro amputado, enquanto que a dor de membro residual é percebida na origem da porção residual do membro. Para Friedmann (1994) e May (2003) a dor fantasma pode ser distinguida da sensação fantasma, dor no coto e dor referida. Se a sensação no membro for dolorosa, incómoda e desagradável, com fortes parestesias, ela é designada de dor fantasma. A sensação fantasma geralmente ocorre e é esperada, ao passo que a dor fantasma não o é. Partes que foram esmagadas e aquelas na qual a ablação foi retardada são geralmente mais dolorosas do que as que foram removidas imediatamente por condições não dolorosas. A mudança de alguns valores internos já estabelecidos, referentes tanto a situação de perda como da auto-imagem e auto-estima deve ser trabalhada para propiciar melhor elaboração e aceitação da perda ocorrida, bem como enfrentar a depressão decorrente da situação.

A PRÓTESE
Existem no mercado vários modelos de próteses que fazem as mesmas funções, com algumas diferenças no conforto para o paciente. Os tipos de próteses são basicamente dois: Endoesqueléticas (aquelas com componentes modulares ou seja metal)  e as Exoesqueléticas (confeccionadas inteiramente em resina). As melhores são as Endo. 
O melhor tipo de prótese é aquela que atende a necessidade do paciente em altura, comforto peso e etc, vários fatores devem ser observados antes da escolha: idade do paciente, peso, condição física e etc.


Resina Exoesquelética: Confeccionada em resina acrílica, com reforço em fibra de carbono, pé sach. Menor custo porém mais pesada e menor possibilidade de modificação de alinhamento.Tubular Endoesquelética:
Material Tubular em aço, alumínio ou titânio. Soquete confeccionado em resina com reforço em fibra de carbono. Revestimento cosmético e meia na cor da pele.

Resina Exoesquelética:
Confeccionada em resina, com reforço em fibra de carbono, joelho em madeira articulado nacional ou importado, pé sach ou articulado.
Menor custo, porém mais pesada.
Tubular Endoesquelética:
Material Tubular em aço, alumínio ou titânio. Soquete confeccionado em resina com reforço em fibra de carbono. Revestimento cosmético e meia na cor da pele. Pé Sach ou Articulado e joelho de acordo com o nível de atividade, peso e idade do paciente.



ENCAIXES PARA PRÓTESES DE MEMBROS INFERIORES 


O encaixe tem importância fundamental para a qualidade final de uma prótese, independentemente se esta é convencional ou modular. Ele é o elo de ligação entre o coto e a parte distal da mesma, e erros de confecção não podem ser compensados pelo alinhamento ou componentes de última geração.
O encaixe deve satisfazer os seguintes requisitos básicos:

a) envolvimento preciso do coto
b) a não inibição da circulação sanguínea
c) contato total
d) maior descarga distal possível

a) Envolvimento preciso do coto

O volume interno do encaixe deve acolher todo o coto, incluindo os tecidos moles, isto é, deve-se evitar a formação de um cinturão de tecidos moles na altura do bordo.
Por outro lado, não pode haver folga entre as paredes do encaixe e o coto, o que ocasionaria um "pistonamento" durante a marcha, ou a formação de uma pseudo-artrose entre o coto e o encaixe.

b) Não inibição da circulação sanguínea

Ao confeccionar o encaixe, é importante evitar entranhas na região proximal do encaixe, o que inibe o retorno de sangue venoso. Isto pode ocorrer, por exemplo, quando não existe contato na parte distal do encaixe, e quando a parte proximal é mais justa para segurar o encaixe.
De modo geral, a forma do encaixe não deve prejudicar a circulação arterial, venosa e linfática, o que torna a protetização de pacientes com problemas vasculares extremamente difícil.

c) Contato total

Quanto maior a superfície de contato do coto com as paredes do encaixe, melhor é a suspensão da prótese.
Normalmente toda a região do coto suporta pelo menos um contato. Vale salientar que o contato total estimula a circulação do sangue.

d) Descarga distal

A descarga distal tem uma importância muito grande para o usuário da prótese, já que transmite a sensação de pressão proveniente do solo, ao colocar peso sobre a prótese. Quanto maior a descarga distal, menor é a pressão sobre as regiões proximais do coto.

ENCAIXES PARA AMPUTAÇÕES ABAIXO DO JOELHO
Tipos de encaixe:

Os três tipos de encaixes para próteses abaixo do joelho mais utilizados são: PTB, PTS, KBM.

PTB (Patella Tendon Bearing)

A descarga de peso é feita sobre o tendão patelar. O bordo proximal do encaixe termina a nível do centro do joelho. A suspensão da prótese é feita através de uma correia supracondiliana, que envolve a perna de forma circular pouco acima do joelho.
A desvantagem deste tipo de suspensão é o perigo de estrangulamento da região acima do joelho, o que pode inibir a circulação sanguínea.
KBM ( Kondylen Bettung Münster)

A descarga de peso é feita sobre o tendãopatelar, como no encaixe tipo PTB. Os encaixes diferenciam-se na forma do bordo proximal. A patela encontra-se totalmente livre, e o bordo possui duas orelhas que envolvem os côndilos medial e lateral. O encaixe exerce pressão acima do côndilomedial, e a diminuição da medida médio-lateral garante uma boa suspensão da prótese, sem a necessidade de uma correia.Atualmente é a mais usada por proporcionarmelhor resultado em todos os aspectos.



PTS ( Prótese Tibiale Supracondylienne)

A diferença é o envolvimento total da patela, isto é, o bordo ventral superior termina acima da patela, exercendo pressão sobre o quadríceps. Além da suspensão supracondiliana cria-se mais um ponto de fixação do encaixe entre o quadríceps e a musculatura de flexão.
Este sistema de encaixe é indicado para cotos extremamente curtos, mas tem desvantagens do aspecto cosmético. O bordo ventral superior fica extremamente saliente ao sentar-se, isto é, na posição fletida.


ENCAIXE PARA DESARTICULAÇÃO DO JOELHO
A desarticulação do joelho é um nível de amputação que ganhou muita importância nos últimos anos, devido as ótimascaracterísticas do coto, quepossibilita boa descarga de peso na parte distal, sem a necessidade de apoio sobre atuberosidade isquiática. Consequentemente, o bordo proximal não precisa ser demasiadamente  alto, o que  aumenta o conforto de uso.
O encaixe em resina acrílicapossibilita um bom contato total. O encaixe interno macio fabricado em polifórmio é mais espesso na região proximal doscôndilos, proporcionandosegurança e uma boa suspensão da prótese. Desta maneira, não é necessário a utilização de uma válvula de sucção para este nível de amputação.
A precisão e a qualidade do encaixe é de importância fundamental para o resultado da reabilitação, e depende da habilidade e a experiência do técnico ortopédico. É importante respeitar a formaanatômica do coto e aliviar a pressão nos pontos mais críticos, aoconfeccionar o encaixe.


CUIDADOS COM A PRÓTESE

1- Água, suor e umidade são perigosos aos componentes da prótese, causando oxidação e ferrugem.

2- A higiene é muito importante. O acúmulo de suor dentro do encaixe, além de mal cheiro, pode causar problemas dermatológicos.
3- Para remover as secreções acumuladas, use um pano ou esponja levemente umedecidos com água e sabão neutro, álcool ou uma solução antisséptica.
Lembre-se prevenir é o melhor remédio.

A PRÓTESE DE BANHO













O que é a prótese de banho? 
É uma prótese confeccionada sem componentes modulares, ou seja, sem componentes metálicos, por ser produzida inteiramente em resina ela torna-se adequada para ser utilizada em ambiente aquático, bem como, em áreas de salitre, após o seu uso deve ser limpa e enxuta para que tenha maior durabilidade.

colaboração do blog http://ortotecnica.blogspot.com




21 de mai. de 2011

Reabilitação Profissional e Perícia Médica do INSS


Reabilitação Profissiona


O QUE É

A reabilitação profissional é um serviço da Previdência Social, prestado pelo INSS, de caráter obrigatório, com o objetivo de proporcionar os meios de reeducação ou readaptação profissional para o retorno ao mercado de trabalho dos segurados incapacitados por doença ou acidente. O segurado encaminhado ao Programa de
Reabilitação Profissional, após avaliação médico pericial, está obrigado, independentemente da idade e sob pena de suspensão do benefício, a submeter-se ao programa prescrito e custeado pela Previdência Social.

QUEM TEM DIREITO

O atendimento da reabilitação profissional é um direito dos trabalhadores que mantêm a qualidade de segurados da Previdência Social.
Têm prioridade no atendimento:

• segurados que recebem auxílio-doença previdenciário (sem relação com o seu trabalho) ou acidentário (resultante de um acidente de trabalho);
• segurados sem carência para auxílio-doença previdenciário, considerados incapazes para o trabalho;
• segurados em gozo de aposentadoria especial, por tempo de contribuição ou idade que, em atividade laborativa, tenham reduzida sua capacidade funcional em decorrência de doença ou acidente;
• aposentados por invalidez;
• dependentes, de acordo com as disponibilidades administrativas, técnicas, financeiras e as condições da unidade de atendimento da Previdência Social;
• pessoas com deficiência, sem vínculo com a Previdência Social, por intermédio de convênios e/ou acordos de cooperação técnica.

Tempo de contribuição

Não é exigido tempo mínimo de contribuição para que o segurado tenha direito ao serviço.

Saiba mais

Depois de concluído o processo de reabilitação profissional, o INSS emite certificado indicando a atividade para a qual o trabalhador foi capacitado profissionalmente.
O INSS poderá fornecer ao segurado os recursos materiais necessários à reabilitação profissional, incluindo próteses, órteses, taxas de inscrição e mensalidades de cursos profissionalizantes, implementos profissionais (materiais indispensáveis ao desenvolvimento da formação/treinamento profissional), instrumentos de trabalho (materiais imprescindíveis ao exercício de atividade laborativa), transporte e alimentação.



Perícia Médica
A perícia médica é o setor do INSS que avalia segurados ou dependentes para fins de constatação de incapacidade para o trabalho, que é um dos requisitos para reconhecer o direito aos seguintes benefícios: auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez (tendo ou não relação com acidente de trabalho) e auxílio-acidente (quando há sequelas que reduzem permanentemente a capacidade de trabalho).

Avalia ainda a invalidez dos dependentes para fins de concessão de salário-família (filho inválido maior de 14 anos de idade) ou pensão por morte e auxílio-reclusão (filho inválido maior de 21 anos de idade).

O perito médico do INSS é responsável pela avaliação da incapacidade para o trabalho. que pode basear-se também em pareceres especializados e exames complementares aos quais o segurado já tenha se submetido. Por isso, sempre que comparecer à perícia, o segurado deve apresentar os exames e outros documentos médicos.

Por ocasião da perícia, o segurado pode apresentar ainda informações detalhadas sobre a sua doença e o tratamento indicado, fornecidas pelo médico que lhe atende. Os dados serão analisados pelo perito médico, mas não determinarão, por si só, o resultado da perícia.

O perito médico avalia cada caso individualmente. Muitas vezes, o problema de saúde que incapacita uma pessoa para uma atividade de trabalho não incapacita outra. Cabe ao perito médico avaliar tais situações, levando sempre em consideração o tipo de enfermidade e a natureza do trabalho exercido pelo segurado.

Decisões Possíveis

O perito médico se baseia na legislação vigente para analisar os exames e apresentar a conclusão da avaliação. As decisões possíveis são:
O segurado é considerado incapaz para o trabalho e tem decisão pericial favorável para receber o auxílio-doença (incapacidade temporária para o trabalho) ou aposentadoria por invalidez (incapacidade permanente) nos casos mais graves, se atendidos os demais requisitos para a concessão do benefício.
O segurado é considerado capaz para realizar outro tipo de trabalho diferente do seu e será encaminhado para a reabilitação profissional.
O segurado é considerado capaz de realizar a atividade que vem desenvolvendo e o parecer é contrário à concessão do benefício.

Quando o pedido do benefício é indeferido (parecer contrário), se o segurado não concordar com a conclusão da perícia médica, pode apresentar um Pedido de Reconsideração (PR). Um novo exame será marcado e realizado por outro perito médico do INSS.

PRORROGAÇÃO

Na concessão do auxílio-doença, o perito médico estabelece a duração do benefício. O segurado que não recuperar a capacidade para retornar ao trabalho ao final da data determinada poderá requerer um Pedido de Prorrogação (PP), até 15 dias antes da data prevista para o fim do benefício. Neste caso, o segurado será submetido a nova perícia médica.

Atenção

Ao emitir parecer contrário ao benefício, com base na legislação, o perito médico não indica a inexistência de uma doença. Afirma que, naquele momento, o segurado é capaz de realizar as atividades de trabalho declaradas.



Fonte; Ministério da Previdência Social

20 de mai. de 2011

A HISTÓRIA DAS PRÓTESES



     A prótese mais comum é a dentária. Assim o protético ortopédico deve deixar bem claro que não é um protético dentário. Portanto Edelstein, Joan E. ( 1993 - 465/466 ) relata que o conceito da substituição de um membro perdido é muito antigo. As próteses como o galho em forquilha usado na sustentação de um membro amputado abaixo do joelho ) eram conhecidas na antigüidade. 

     O Historiador romano Heródoto escreveu em 484 a.C. sobre um homem persa que escapou das algemas de ferro que prendiam sua perna cortando fora seu pé, e substituindo-o por um pé de madeira. A mais antiga prótese a sobreviver até os tempos modernos foi uma perna de cobre e madeira, datando do terceiro século a. C. . O Talmund, antedatando o sexto século, contém referências a uma " perna de pau " acolchoada. As próteses de membro inferior e superior existem desde a antiguidade, possivelmente desde a pré-história. Da época do renascimento já há exemplos de próteses sofisticadas, especialmente do ponto de vista estético. A funcionalidade das próteses anteriores ao século XX sempre foi bastante limitada pela falta de materiais específicos, conhecimentos de fisioterapia indispensáveis a uma boa protetização e, principalmente, pelo estágio rudimentar da medicina, como o desconhecimento da assepsia e antibióticos, provocando a morte da maior parte dos candidatos à amputação. Foi apenas no século XIX ( 1800 ) que se passou a utilizar o torniquete de forma sistemática; antes de 1600 não se conhecia nem o enfaixamento do coto para estancar o sangramento, sendo usados métodos rudimentares, como cauterização e esmagamento. Após duas guerras mundiais, havia um grande contigente de amputados que necessitava ser protetizado. Na época da primeira guerra , já existem próteses com articulações de joelho, porém seu custo era elevado: os componentes tinham de ser confeccionados individualmente em aço. Assim, ficava restrito ao uso de pernas de madeira, ou de alumínio, para o público em geral. De lá para cá, a técnica ortopédica evoluiu muito e desenvolveram-se componentes pré-fabricados e padronizados, possibilitando, em larga escala, uma reabilitação funcional e o fisioterapeuta deve estar familiarizado com suas características bem como sua manutenção. Objetivo da Protetização é reabilitar o paciente para uma vida normal e integra-lo à sociedade, permitido a sua locomoção através da prótese inserindo um maior grau de função nas suas atividades de vida diária e profissionais recaindo em uma melhor qualidade de vida. 

Considerações ao optar pelo tipo de prótese.

1 - O tipo de amputação: Para cada tipo de amputação temos um modelo de prótese, seja modular ou convencional e de acordo com o nível da amputação temos materiais que melhor se adaptam ou que a tornariam mais leve.

2 - As condições do coto: O fisioterapeuta deve se preocupar com as condições do coto para que não ocorra fatores que possam interferir na protetização do encaixe do coto com a prótese que são as setes:
  • a) Aderência cicatricial: A aderência limita a mobilidade do coto, podendo gerar um quadro álgico importante o que vai gerar a não transferência de peso para a prótese causando uma claudicação e marcha irregular.
  • b) Orelha de cão: A orelha de cão é quando após uma amputação observamos na extremidade lateral e medial do coto de amputação uma quantidade de tecido adiposo similar a uma orelha de cão e que pode vir a ser um fator de interferência na protetização por dificultar a acomodação do coto ao encaixe da prótese.
  • c) Infecção: A infecção deve ser acompanhada com muita atenção pois a sua evolução poderá acarretar em nova cirurgia de amputação ou ainda prolongará muito mais o tempo de adaptação à prótese.
  • d) As sensações de membro fantasma e dor fantasma: São sentidas por quase todos os amputados, exceto os congênitos algum tempo após a protetização.
  • e) Neuroma: A formação de um neuroma no coto de amputação em sua extremidade acarretará em " choques " em sua extremidade ao realizar a percussão pelo fisioterapeuta pode ser um fator interferência durante a adaptação com a prótese.
3- As condições físicas e o perfil do paciente:
  • a) Idade: A idade é um fator que de deve ser observado com muita atenção, pois não devemos ignorar a capacidade do idoso, porém devemos respeitar seus limites e sua vontade. O paciente jovem terá com certeza um maior desenvolvimento de suas habilidades motoras, cinestesicas e proprioceptivas permitindo uma rápida e eficaz protetização.
  • b) peso: Qualquer aumento ou redução de peso poderá afetar a adaptação a prótese, portanto o paciente deve ser orientado a manter um peso ideal evitando assim complicação com a prótese.
  • c) Nível de atividade: O tratamento fisioterápico para protetização e o tipo de prótese dependerá do nível de atividade física, pois se estamos com um paciente desempenha alguma atividade desportiva consequentemente seu programa de tratamento fisioterápico será elaborado com atividades dinâmicas e voltado para prática desportiva desejada e os componentes de sua prótese serão dinâmicos para conseguirmos maior desempenho e performance. Caso seja uma paciente sedentário utilizaremos o tratamento fisioterápico voltado para as suas necessidades básicas e uma prótese capaz de atender suas expectativas. A Expectativa do Paciente em Relação à Prótese É fundamental procurarmos saber do paciente qual a sua expectativa em relação a prótese pois cada paciente possui uma idéia em relação a utilização da prótese, alguns pacientes  querem voltar a trabalhar, outros correr, praticar esportes, e outros mais limitados apenas querem deambular dentro de casa ou ir até a esquina realizar compras básicas ir na padaria, praça, açougue e outros. Tipos de Próteses Existem basicamento dois tipos de grupos de próteses
  1. Próteses convencionais: São feitas em resina ou com componentes em plástico e madeira. São indicadas para todos os níveis de amputação com exceção da desarticulação de joelho. Trata-se de um sistema robusto, utilizado principalmente quando situações adversas como determinadas atividades ou hábitos do paciente, condições geográficas, etc, não permitem o uso de próteses mais sofisticadas, segundo a experiência do autor deste artigo em nosso ambulatório não utilizamos próteses convencionais acima do joelho devido seu peso excessivo acarretando dificuldades graves na deambulação ocorrendo em desistencia de utilização pelo paciente, o que dificilmente ocorre nas próteses modulares.
  2. Próteses modulares: Também chamada de prótese endoesqueletica com revestimento cosmético em espuma, este sistema foi lançado em 1969, pela OTTO BOCK, sendo desde então constantemente aperfeiçoado, podem ser utilizadas em todos os níveis de amputação de membro inferior, são constituidas por vários módulos ajustáveis e intercambiáveis entre si, mais leves e estétivas por serem revestidas de espuma cosmética, seus componentes podem ser em aço, titâneo ( um metal extremamente leve e resistente ), alumínio e fibra de carbono. essas próteses oferecem ampla linha de opções para uma protetização eficaz. Sistemas de Encaixe Os encaixes das próteses evoluíram muito nos últimos anos. As resinas substituíram muito nos últimos anos. As resinas substituíram os encaixes de madeira e, mais recentemente, os materiais termoplásticos estão substituindo as resinas.
4) Encaixe para Amputação Acima do Joelho:
  • a) Quadrilátero: É o tipo de encaixe mais antigo em utilização no mercado foram desenvolvidos nos Estados Unidos na década de 40, a partir de modelos europeus, onde a pressão maior é exercida no isquio, apoiado no bordo posterior . É feita compressão em áreas funcionais, favorecendo atrofia; a medida médio-lateral é mais larga, ocasionando deslocamento lateral do fêmur; a marcha é feita com inclinação lateral de tronco. Nos pacientes que usam o encaixe pela primeira vez, o apoio isquiático pode se apresentar doloroso, já que a descarga de peso é feita quase totalmente naquela região.
  • b) Contenção Isquiática: É o tipo de encaixe mais recente utilizado com maior frequência em pacientes jovem e praticam atividade desportiva ou que são bastante dinamicos, Surgiram na década de 80 e apesar de largamente aplicados são bastantes recentes. A distribuição de peso é sobre todo o coto, principalmente sobre o ramal do ísquio. Há maior controle dos músculos funcionais e maior estabilidade da estrutura óssea e da adução natural do fêmur; os músculos funcionais ficam liberados, limitando a atrofia. Encaixe Para Amputação Abaixo do Joelho:
  1.  KBM ( Kondylen Bettung Munster, significa em alemão, acomodação dos côndilos de Munster ): É o encaixe mais utilizado, a prótese com descarga no tendão patelar e sustentação por envolvimento do côndilo tibial medial e inserção de uma cunha podendo ser utilizado também em cotos curtos.
  2. PTB ( Patellar Tendon Bearing, isto é, com descarga no tendão patelar ). A descarga é feita em baixo da rótula mediante uma saliência no encaixe que comprime a região e sobre a qual se projeta parte do peso. O modelo original, da década de 50, era sustentado por uma correia, passando acima do joelho. Atualmente o termo é usado para qualquer prótese com descarga no tendão patelar, independente do modo de sustentação.
  3. PTS ( Protése Tibiale Supracondilienne, em Francês, Prótese tibial supracondiliana ) Prótese com descarga no tendão patelar e suspensão por envolvimento dos côndilos ( saliências da cabeça do osso ) lateral e medial da tíbia e da patela. Tipos de joelhos
  • A) Joelhos Convencionais: Existem vários tipos de articularções de joelho, temos o mais usado: JUPA ( Jurgen Paul da OTTO BOCK ) com freio a carga; joelho com trava; o joelho com mola de extensão e o joelho geriátrico.
  • B) Joelhos Modulares : Existem muitas opções de articulações de joelho, desde com trava até com regulador hidráulico. Segundo o autor do artigo o mais utilizado em nosso dia a dia e o 3R15 que freia com a carga do paciente evitando assim quedas e permitindo maior segurança sendo utilizado em pacientes pouco ativos. Tipos de pés protéticos Pé SACH ( Solid Ankle Cushioned Heel ) Tornozelo rígido e calcanhar estofado, é indicado para todos os tipos de próteses em especial para próteses abaixo do joelho. Pé dinâmico O pé dinâmico é indicado para todas as próteses, especialmente abaixo do joelho, a principal diferença do pé dinâmico em relação aos outros pés sem articulação é a sua capacidade de deformação elástica. Ela é responsável pelas seguintes caracteristicas, entre outras: bom amortecimento através do calcanhar, comportamento dinâmico durante a fase de apoio, passagem dinâmica entre a fase de apoio e a fase de balanço, compensação e absorção de irregularidades do solo entre outros. Pé articulado É indicado para todos os tipos de próteses, em especial para desarticulações de joelho, amputações acima do joelho e desarticulação de quadril. Pé Dynamic pro ( 1D 20 ) É indicado para todas proteses modulares especialmente para pacientes muito ativos, pois possue elasticidade graduada, compressão axial elástica, absorção de irregularidades do solo acúmulo e devolução de energia atravésdo ante-pé. Pé OTTO BOCK ACTIVE LINE ( 1C30 ) É indicado para todas as próteses modulares especialmente para pacientes ativos e que praticam esportes, são fabricados de acordo com os dados do paciente de forma individualizada, possui elasticidade e conforto durante a marcha normal, grande força de reação durante a marcha rápida e a corrida, peso reduzido com alta estabilidade. Pé Greissinger É indicado para todas as próteses modulares, com exceção de próteses curtas abaixo do joelho, possibilitam movimentos em todas as direções. Pé Multiaxial Este pé permite movimentos em todas as direções alem de possuir as características do pé dinâmico, possui ótimo amortecimento através do calcanhar elástico e da articulação, rápido contado do ante-pé através da flexão plantar, maior segurança do joelho devido a limitação da flexão dorsal e a elásticidade do ante-pé, gerando um momento de força contrário entre outras. 


por:Antonio Vital Sampol fonte: http://suzanaf.sites.uol.com.br/jan2000/proteses.htm